Cirurgia do Aparelho Digestivo
Refluxo e Hérnia de Hiato
Tratamento cirúrgico da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) e da hérnia de hiato, por técnica vídeolaparoscópica ou robótica, em São Paulo.

CRM-SP 202.538 · RQE 124.881
A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) ocorre quando o conteúdo do estômago retorna ao esôfago, geralmente associada à hérnia de hiato. O tratamento inicial costuma ser clínico, com mudanças de hábito e medicação (inibidores de bomba de prótons). A cirurgia — a fundoplicatura, feita por vídeolaparoscopia ou robótica — é indicada quando há falha do tratamento clínico, dependência prolongada de medicação, hérnia de hiato volumosa ou complicações da DRGE. A decisão é sempre individual, com base em exames como endoscopia, pHmetria e manometria esofágica.
Quais são os sintomas do refluxo e da hérnia de hiato?
- Azia e queimação retroesternal, geralmente após refeições ou ao deitar.
- Regurgitação de conteúdo ácido ou alimentar.
- Tosse crônica, rouquidão ou pigarro persistente, por vezes sem sintomas digestivos típicos.
- Dor torácica atípica, que deve ser diferenciada de causas cardíacas.
Sinal de alerta: dificuldade progressiva para engolir (disfagia), emagrecimento não intencional ou sangramento digestivo merecem avaliação médica em caráter de urgência.
Como o diagnóstico é feito?
| Situação | Exame indicado |
|---|---|
| Avaliação inicial | Endoscopia digestiva alta |
| Confirmação e classificação da DRGE | pHmetria ou impedanciometria esofágica (conforme o Consenso de Lyon 2.0) |
| Avaliação pré-operatória | Manometria esofágica de alta resolução |
Quando a cirurgia costuma ser indicada?
Em geral, a fundoplicatura é considerada quando há falha ou dependência prolongada do tratamento clínico com medicação, hérnia de hiato volumosa, esofagite erosiva grave ou complicações da DRGE. O desejo do paciente de não manter uso crônico de medicação também pode ser discutido como parte da decisão, sempre avaliada individualmente com base nos exames funcionais do esôfago.
Como é a cirurgia e a recuperação?
- Avaliação pré-operatória. Endoscopia, pHmetria e manometria esofágica para planejar a técnica mais adequada.
- Fundoplicatura. Reconstrução da válvula entre esôfago e estômago e correção da hérnia de hiato, por vídeolaparoscopia ou robótica, conforme o caso.
- Recuperação. Costuma ser mais rápida com técnica minimamente invasiva, mas os prazos são individuais e discutidos em consulta.
Quem trata refluxo e hérnia de hiato em São Paulo?
Dúvidas comuns
Todo refluxo precisa de cirurgia?
Não. A maioria dos casos é controlada com mudanças de hábito e medicação. A cirurgia é considerada quando há falha do tratamento clínico ou complicações, avaliada em consulta.
A cirurgia é vídeolaparoscópica ou robótica?
Pode ser feita pelas duas técnicas minimamente invasivas; a escolha depende do caso e da disponibilidade da plataforma no hospital.
Quanto tempo dura a recuperação?
Costuma ser mais curta que na cirurgia aberta, mas os prazos são individuais e discutidos com o cirurgião.
É preciso continuar tomando medicação após a cirurgia?
Na maioria dos casos bem-sucedidos, não. Isso deve ser confirmado com reavaliação após o procedimento.
Plano de saúde cobre a cirurgia de refluxo?
A fundoplicatura com indicação cirúrgica costuma estar entre os procedimentos cobertos, mas a cobertura específica deve ser confirmada com o convênio.
Sintomas de refluxo persistentes?
Agende uma avaliação para entender o seu caso e as opções de tratamento.
Referência: Consenso de Lyon 2.0 para diagnóstico da DRGE (2023); Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD).
Conteúdo informativo, não substitui consulta médica presencial. Diagnóstico e conduta variam conforme cada caso.