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Dr. Ítalo Simões

Recuperação da cirurgia de vesícula · Vídeo ou robótica · Quanto tempo dura

Cirurgia de vesícula por vídeo ou robótica: como é e como é a recuperação

Como é feita a retirada da vesícula, quanto tempo dura a cirurgia, quando costuma ser a alta e o que esperar nas semanas seguintes. Um guia para chegar à cirurgia sem dúvidas.

Dr. Ítalo Simões
Conteúdo escrito e revisado por Dr. Ítalo Simões
CRM-SP 202.538 · RQE 124.881 · Atualizado em outubro de 2026
Ilustração do abdômen com as pequenas incisões da videolaparoscopia e a vesícula biliar — recuperação da cirurgia de vesícula
Resposta rápida

A cirurgia de vesícula (colecistectomia) retira a vesícula inteira, junto com as pedras, e hoje é feita na maioria dos casos por videolaparoscopia ou cirurgia robótica, por pequenas incisões e com anestesia geral. Nos casos programados e sem complicação, a cirurgia costuma durar por volta de uma hora, e muitos pacientes recebem alta no mesmo dia ou no dia seguinte. As atividades leves são retomadas em poucos dias; o retorno a esforços físicos é orientado de forma individual.

A cirurgia

Como é feita a cirurgia de vesícula?

  1. Anestesia geral. Você dorme durante todo o procedimento.
  2. Pequenas incisões. Em geral de três a quatro, de poucos milímetros a cerca de um centímetro, uma delas no umbigo.
  3. Retirada da vesícula. Com câmera e pinças, a vesícula é separada do fígado e retirada inteira, com as pedras.
  4. Fechamento. As incisões são fechadas com pontos, muitas vezes absorvíveis.

Retirar só as pedras não resolve: a vesícula voltaria a formá-las. Por isso a cirurgia retira o órgão inteiro. A bile continua sendo produzida pelo fígado e segue para o intestino.

Técnica

Cirurgia de vesícula por vídeo ou robótica: qual a diferença?

VideolaparoscopiaCirurgia robótica
IncisõesPequenasPequenas
VisãoCâmera em alta definiçãoVisão em 3D ampliada
InstrumentosPinças retasPinças articuladas, controladas pelo cirurgião no console
Quando é usadaTécnica padrão na maioria dos casosOpção em casos selecionados, conforme disponibilidade e indicação

As duas são cirurgias minimamente invasivas. A escolha depende do seu caso, do hospital e da cobertura do plano de saúde, e é discutida na consulta.

Vai operar a vesícula e ficou com dúvidas?

Converse com o Dr. Ítalo antes da cirurgia e saiba exatamente o que esperar.

Tempo

Quanto tempo dura a cirurgia de vesícula e a internação?

Em casos programados, sem inflamação, a cirurgia costuma durar por volta de uma hora. Casos de vesícula inflamada ou com aderências de cirurgias anteriores podem levar mais tempo. Muitos pacientes recebem alta no mesmo dia ou no dia seguinte; quando a cirurgia é feita durante uma crise, a internação tende a ser maior.

Pós-operatório

Como é a recuperação da cirurgia de vesícula?

  • Caminhar desde o primeiro dia ajuda na recuperação da cirurgia de vesícula
  • Dor leve nas incisões e no ombro direito é comum nos primeiros dias e costuma ser controlada com analgésicos simples
  • Atividades leves e trabalho de escritório costumam ser retomados em poucos dias
  • Dirigir, academia e carregar peso são liberados de forma individual, conforme a sua evolução
  • Retorno com o cirurgião para revisar as incisões e o resultado da análise da vesícula

Entre em contato com a equipe ou procure atendimento se tiver febre, dor forte que aumenta, vômitos persistentes, pele ou olhos amarelados, ou vermelhidão e secreção nas incisões.

Alimentação

O que comer depois da cirurgia de vesícula?

Nos primeiros dias, a orientação costuma ser de refeições leves e com menos gordura, voltando aos poucos à alimentação habitual. A maioria das pessoas volta a comer normalmente. Algumas têm o intestino mais solto por um período, o que em geral melhora com o tempo e com ajustes simples na dieta.

Quem trata

Quem faz a cirurgia de vesícula?

O especialista que avalia e opera a vesícula, as vias biliares e o pâncreas é o cirurgião do aparelho digestivo.

Dr. Ítalo Simões, cirurgião do aparelho digestivo em São Paulo

Dr. Ítalo Simões

Cirurgião do Aparelho Digestivo · CRM-SP 202.538 · RQE 124.881

  • Residência em Cirurgia Geral e em Cirurgia do Aparelho Digestivo pelo HC-FMUSP
  • Colaborador do Serviço de Pâncreas e Vias Biliares do HC-FMUSP
  • Estágio em cirurgia do pâncreas no NCT Heidelberg (Alemanha)
  • Membro titular do CBCD; membro da IHPBA e da AHPBA

Opera nos hospitais Sírio-Libanês, Albert Einstein, Vila Nova Star, Alemão Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa, Nove de Julho e Santa Catarina.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre a cirurgia de vesícula

Quanto tempo dura a cirurgia de vesícula?

Em casos programados e sem complicação, costuma durar por volta de uma hora. Casos com inflamação ou aderências podem levar mais tempo.

Quantos dias de internação?

Muitos pacientes recebem alta no mesmo dia ou no dia seguinte. Cirurgias feitas durante uma crise costumam exigir internação maior.

A cirurgia de vesícula é perigosa?

É uma das cirurgias abdominais mais realizadas e, em geral, segura. Como toda cirurgia, tem riscos, que são avaliados e explicados em consulta.

Qual a diferença entre a cirurgia por vídeo e a robótica?

As duas são minimamente invasivas. A robótica oferece visão em 3D e pinças articuladas; a escolha depende do caso e do hospital.

Quando posso voltar a trabalhar?

Atividades leves costumam ser retomadas em poucos dias. Trabalhos com esforço físico têm liberação individual.

O que comer depois da cirurgia de vesícula?

Refeições leves e com menos gordura nos primeiros dias, voltando aos poucos à alimentação habitual.

Dá para viver sem vesícula?

Sim. O fígado continua produzindo a bile, e a maioria das pessoas leva vida normal.

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Consulta presencial na Av. Angélica, 2491 · 9º andar · Bela Vista · São Paulo, ou por teleconsulta.

Instagram: @italosimoesgastrocirurgia

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Referências: Overby DW, Apelgren KN, Richardson W, Fanelli R. SAGES guidelines for the clinical application of laparoscopic biliary tract surgery. Surgical Endoscopy, 2010;24(10):2368-2386. · European Association for the Study of the Liver (EASL). EASL Clinical Practice Guidelines on the prevention, diagnosis and treatment of gallstones. Journal of Hepatology, 2016;65(1):146-181.

Conteúdo informativo, não substitui a consulta médica.